Sinopse

A história se passa numa cidadezinha da Itália, chamada Senilla. Uma cidade presa entre montanhas e o mar, com nenhuma ligação com outra cidade, a não ser andando três horas inteiras de carro ou navio. Lá, encontra-se o melhor hospital da Itália para o tratamento de doenças raras, chamada Síndrome de Turner e Síndrome de Noonan. E é com a viagem de Cássio e sua mãe para lá, em busca de um tratamento, que se inicia a história emocionante de O sacerdote.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Um convite que surpreende

Primeira Temporada - episódio 7

    Cássio já estava bem íntimo do padre Fernando e de todos da igreja, menos do padre Ícaro. Só necessitava da aprovação deste para ele se tornar um sacerdote da igreja como era em Roma.
    Ser um sacerdote... poucos valorizam o trabalho e o esforço que um sacerdote exerce. Ele sempre amou fazer isso e chamava de carreira desde os seus treze anos, quando finalmente se tornou sacerdote após três anos de coroinha.
    Ele estava sentado na sua cama olhando para a cama de sua mãe a sua frente. Ele permitiu que uma lágrima caísse de seus olhos quando seu telefone bipou no seu bolso.
    Uma nova mensagem. Ele leu no visor do celular.
    Apertou em ler mensagem e começou a chorar.
    Pensar na sua mãe era o que ele menos queria.
    Cara só li a sua mensagem agora, me desculpa, ok? O enterro vai ser quando?
    Sua mãe tinha morrido na madrugada anterior. Um dia que ele guardaria tristemente no seu coração.
    Ele ia responder a mensagem mas acabou só a respondendo mentalmente. Seu amigo não poderia chegar assim tão rápido de Roma até Senilla.
    Já eram cinco da manhã e sua mãe tinha morrido uma hora da madrugada. Ele perdeu o ânimo dos sábados que ele sempre tinha.
    Não conseguia pensar em mais ninguém que pudesse ir ao enterro e ajudá-lo. Ninguém realmente era amigo dele além do padre Fernando. Nem mesmo com o doutor ele teve uma intimidade.
    De alguma forma extremamente estranha, ele pensou em Beatrice.
    Como? Como ela poderia ajudá-lo? A vampirinha do inferno, enviada diretamente das profundezas do inferno e produzida por satanás... Convidá-la para o enterro?
    Ele pensou milhares de vezes não, não e não até uma luz faiscar mais forte.
    Ele lembrou dela saindo do banheiro assim que o sinal do término do recreio tocou. Sua camiseta era de meia manga e azul marinho, mas como estava frio ela colocou outra branca por baixo, de manga comprida.
    Ele pode assim ver as manchas que o sangue, de ter cortado, os pulsos deixou na camisa.
    Aquilo entristeceu seu coração com tanta força que o fez lembrar de que a igreja a ajudaria. E se ela fosse com algum motivo menos óbvio do que a confissão de seus pecados, principalmente amolecida com a notícia da morte da mãe de um amigo, a salvação chegaria sem ela nem perceber.
    Decidido, Cássio limpou as lágrimas, levantou-se da cama e seguiu para a escola. Lá ele descobriria o endereço de Beatrice e poderia surpreendê-la com sua visita.
    Após pedir o endereço para a secretária dizendo que precisava para concluir um trabalho em grupo, ele seguiu para o endereço indicado.
    Lá era praticamente o Brooklyn. Vários prédios de classe média e baixa e crianças correndo avoadas pelas ruas.
    Ele procurou o número 126 pela rua toda, até ver que o número estava com o seis solto em uma das pontas, assim virando um nove.
    Falou rápido com o porteiro e entrou.
    Subiu os quatro ramos de escadas e chegando no apartamento de Beatrice lhe faltou coragem.
    Bato ou não bato logo na porta? Bato logo ou corro?
    Ele ficou no lero lero até criar coragem e tocar a campainha que ele nem havia percebido antes.
    Uma voz feminina atraente se aproximou da porta e ele levou um susto quando ela abriu.
    Seus olhos negros e cabelos negros o enfeitiçaram. Ele nunca tinha percebido tanto quanto naquele momento o quanto Beatrice tinha um formato de rosto tão atraente.
__ Ah, oi... é você, né... como descobriu meu apartamento?
    Bea coçou a cabeça, encostou o braço no batente e cruzou os pernas. Ela estava se sentindo desconfortável que nem da vez no hospital.
    Cássio se lembrou do motivo de estar ali e começou a chorar.
__ Você... poderia... ir... no enterro... da minha... mãe? __ perguntou Cássio entre soluços enquanto limpava as lágrimas que caiam de seus olhos.
    Ele não queria parecer infantil, mas nada que ele quisesse estava acontecendo na sua vida. Ele tentou parar de chorar e soluçar.
    Ela continuou sem palavras, espantada e abismada. Boquiaberta em frente a Cássio.
__ Por... por que eu?
    Foi a única coisa que ela conseguiu dizer.

3 comentários:

  1. Caramba. Me senti mal, na verdade consegui me ver na pele dele e dela. Foi uma pena a mãe dele ter morrido!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. :'[ eu tbm achei terrível, principlamente escrever isso, rs, tbm me senti na pele deles. mas essa doença não perdoa ninguém, ela morreria mais cedo ou mais tarde, pelo menos ela conseguiu ter um filho, oq é bem dificil ;]

      Excluir