Sinopse

A história se passa numa cidadezinha da Itália, chamada Senilla. Uma cidade presa entre montanhas e o mar, com nenhuma ligação com outra cidade, a não ser andando três horas inteiras de carro ou navio. Lá, encontra-se o melhor hospital da Itália para o tratamento de doenças raras, chamada Síndrome de Turner e Síndrome de Noonan. E é com a viagem de Cássio e sua mãe para lá, em busca de um tratamento, que se inicia a história emocionante de O sacerdote.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Desentendimentos e namorados caminham juntos

Primeira Temporada - episódio 11

    Era terça-feira e Bea estava cabulada a aula toda. Não deu nem um pio. Nenhuma palavra, nem mesmo um "oi" para Cássio.
    Ela só chegou e abraçou forte Cássio, como se previsse algo ruim.
    Ontem era o dia que ela iria buscar o resultado do exame de sangue. Ela adiou para hoje, pois Samuel podia ir com ela.
    Cássio conversou com Beatrice até seis horas da tarde de segunda-feira na pedra e ela não queria incomodá-lo, mas também não queria ir sozinha.
    O sinal do fim da aula tocou e Cássio esperava que Beatrice fosse lanchar com ele, mas ela seguiu sozinha e calada até o banheiro, fazer o seu costume de sempre. Chorar sozinha.
    Enquanto ela chorava percebeu que alguém entrou no banheiro, chorando também.
    Mas quando ela olhou por baixo da porta do banheiro, viu mais de dois pés.
__ O Rômulo tá querendo morrer!
    Ah, não, é a Letícia.
__ Amiga, fica calma, uma hora ele vai ter que esquecer a Beatrice, e, pensa pelo lado positivo, miga, ele tá com você agora, com você!
    Essa deveria ser a Bárbara. Um brilho surgiu nos olhos de Beatrice. Rômulo ainda estava total e completo na dela.
__ Olha, eu acho que o amor também acaba...
    Essa com certeza era a babaca da Cecília, querendo sempre agradar, mas nunca sabendo como falar.
__ Amor?!?! Você está falando que ele ama ela?
__ Não foi bem isso que eu quis dizer, considera só a parte que diz que acaba.
__ Não sei porque eu ainda não te expulsei.
    Cecília se calou e Bárbara ficou na dela.
__ Beatrice Soprano, por que você enfeitiçou o coração do meu namorado?!?!
    Bea se sentiu ameaçada, e resolveu pôr as caras.
    Ela abriu a porta e saiu com um empurrão, assustando imediatamente Cecília, a traumatizada.
__ Desculpa Letícia, se te peguei num momento ruim __ ela cruzou os braços e continuou sem ser interrompida por nenhuma das três __ mas eu precisava dizer a verdade. Seu namorado me ama sim! E eu não precisei enfeitiçá-lo ou nada do tipo, porque o amor surge sem nada disso!
    Letícia não aguentou e começou a chorar. Rômulo podia amar a Beatrice e Letícia podia odiá-la, mas ela amava Rômulo com todas as forças.
__ Ok, mas deixa meu namorado em paz, não encontre com ele de novo, por favor!
__ Eu nunca mais encontrei com o seu namorado depois da balada. Claro que já conversamos na escola e tals, mas nada de namoro ou outros encontros... nada, eu... realmente te juro.
    Beatrice não podia mexer com um coração balanceado com o amor, pois ela também não gostaria que mexessem com o seu.
__ Vamos combinar assim então? __ Bea continuou falando, já que viu que Letícia ainda estava em estado de choque __ Eu não mecho mais com o seu namorado e você não meche mais com o Cássio, tá bom?
__ Mas eu...
__ Eu sei que você nunca fez nada pra ele, mas eu também sei o que você tem em mente, já que você não frequenta a igreja e odeia católicos fervorosos.
    Bea sorriu de canto. Ela achava engraçado falar isso, afinal, ela também não frequentava a igreja e não gostava de religiões
__ Ok, combinado.
    Letícia esticou a mão e Bea fez o mesmo. O enlace fez com que as duas se fuzilassem com os olhos.
    Elas poderiam estar se entendendo, mas isso seria feito aos poucos, ainda há muitas desavenças entre elas à espera de uma fagulha de fogo na fogueira.

    Enquanto um acordo do século era firmado no banheiro feminino, Cássio tentava achar algo para fazer enquanto passava mais um recreio sozinho.
    Ele avistou um aluno do primeiro ano indo em sua direção. Fingiu não percebê-lo.
__ Olá, qual seu nome? Meu nome é Alencar, vamos ser amigos?
    Cássio se assustou assim que viu que o garoto sentou do seu lado.
__ Quantos anos você tem?
    Ele parecia uma criança.
__ Tenho quatorze, sou adiantado.
    Estava explicado.
__Prazer, sou Cássio, do segundo ano.
__ Você nasceu aqui em Senilla?
__ Não, mas... deixa pra lá, e você?
__ Também não, mas eu gostei daqui, quer dizer, gosto, né, ainda.
    O garoto sorriu nervoso.
    Seria bom para Cássio ter um amigo que também não nasceu em Senilla, discutir com ele sobre os pós e os contra de ter se mudado para lá e descobrir novas vidas que também podiam ser tão sofridas quando a sua.

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