Sinopse

A história se passa numa cidadezinha da Itália, chamada Senilla. Uma cidade presa entre montanhas e o mar, com nenhuma ligação com outra cidade, a não ser andando três horas inteiras de carro ou navio. Lá, encontra-se o melhor hospital da Itália para o tratamento de doenças raras, chamada Síndrome de Turner e Síndrome de Noonan. E é com a viagem de Cássio e sua mãe para lá, em busca de um tratamento, que se inicia a história emocionante de O sacerdote.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O que resta agora para serem melhores amigos?

Primeira Temporada - episódio 10

    Segundas-feiras sempre são entediantes. Principalmente quando não se tem nenhum motivo para frequentar as aulas. Quando se perdeu tudo o que lhe importava. Quando só lhe resta o seu futuro ainda não escrito.
    Cássio não queria pensar no seu futuro. Para ele, sua vida poderia acabar naquele momento.
    Morrer virou rotina. Morrer. Não se sentir vivo. Não se sentir no mundo, em seu corpo. A morte virou rotina.
    E ele se acostumou bastante com essa situação.
    A única que ele ainda não conseguia encarar de cara era a ideia de estar sozinho no mundo, com apenas dezesseis anos. Ninguém puxando o seu saco, ninguém lhe mandando fazer as coisas. Ninguém tomando conta dele.

    Assim que ele chegou na sala, ele se sentou e percebeu a falta de Beatrice no primeiro tempo, no segundo tempo, no terceiro tempo...
    Ele ficou sozinho no recreio e durante o resto do dia.
    Após as aulas, ele resolveu ir na casa de Bea, saber por que ela tinha faltado.
    Ela atendeu com a cara cansada, abrindo a porta com os olhos marcados por olheiras enormes, mas assim que viu que era ele, algo aconteceu dentro dela. Algo diferente.
    Eles estavam se tornando amigos.
    Sua maquiagem estava borrada, seu coração pulando forte para fora de seu peito e ela arregalou os olhos.
__ Oi... __ ele disse levando a mão a cabeça e a coçando meio que distraído.
    Beatrice adorava isso. E os homens nunca percebiam que isso era sexy.
__ O-oi... __ ela gaguejou e encostou no batente da porta.
__ O que houve pra você faltar a aula hoje?
__ Nada de mais. Só não quis ir.
__ E me deixou lá sozinho, né... Você ainda tem que me explicar aquele negócio de terreno...
    Bea estava tão envergonhada vendo a sinceridade e a ingenuidade de Cássio que nem sabia o que falar.
__ Ah, para com isso... eu te explico depois. Planos para hoje de tarde?
__ Nenhum. Vamos... sair pra conversar?
    O coração de Beatrice pulou e ela nem sabia o que estava acontecendo com ela. Uma amizade forte estava se formando.
__ Terrenos, né... eu sei que você quer saber mais sobre a minha religião. É um segredo até para mim.
    Cássio riu e coçou de novo a nuca, abaixando a cabeça.
    Após Cássio esperar Bea se arrumando para sair, eles seguiram para A pedra.
    Cássio percebeu que Bea também adorava aquele lugar.
    Eles sentaram lá e começaram a conversar. O que Cássio achava estranho em Beatrice virou mistério total. Tudo mudou quando ele percebeu que ela era dócil quando queria. E ainda bem que ela estava querendo. Cássio estava precisando muito de um ombro amigo.
__ Sabe do que eu costumava te chamar no meu subconsciente?
    Bea riu com a pergunta arriscada.
__ Olha... eu diria que não quero saber, porque agora tudo mudou, principalmente nosso ponto de vista de um para o outro, mas do jeito que eu sou curiosa, me diz logo senão eu te jogo do precipício.
    Cássio riu.
__ Você não vai gostar... mas já que você me jogaria do precipício... eu te chamava de vampirinha do inferno.
    Bea ficou emburrada, mas logo entendeu que Cássio não falou por mal.
__ Por causa dos meus piercings? Das minhas tatuagens? Minhas roupas pretas e escuras? Minha maquiagem negra?
__ Isso e as suas atitudes.
    Bea voltou a rir. Chegou a gargalhar.
__ Eu te assustei no seu primeiro dia de aula, né?
    Ela continuou rindo.
    Eles conversaram bastante. Bea não mencionou mais nada sobre as coisas terrenas, mas a amizade deles cada vez mais se fortificava e Cássio sabia que um dia ela desabafaria sobre isso.
 
    Após cansarem de gastar saliva e ficarem só ali admirando a vista, Bea olha o relógio no pulso de Cássio e tomba para trás.
__ Tenho compromissos __ diz ela após deitar no chão gramado.
__ Por que você não vai cumprí-los, então?
__ Não to afim, sabe como é, né... Revelações, e tals...
    Ao mesmo tempo que ela parecia relaxada, parecia intrigada, com medo, reservada.
__ Quer que eu vá com você?
__ Você iria?
    Ela levantou e sorriu para Cássio que ficou tímido e tirou a mão de cima da barriga de Beatrice, do braço do qual ela havia checado as horas.
__ Bem...
__ Não, deixa pra lá, eu não posso ficar mandando você fazer as coisas comigo, muito menos ficar colocando você assim na minha vida... eu não quero irritar nem incomodar você com a minha ladainha ridícula. Desculpa.
    Ela novamente encostou a cabeça no ombro de Cássio.
__ Eu não ligo de entrar na sua vida rapidamente. Você sabe que já invadiu a minha.
    Ela sorriu mas sem deixar com que Cássio visse.
__ Cas... posso te chamar assim?
__ Pode, claro. E eu, te chamo de quê?
    Bea pensou bastante.
__ Vampirinha do inferno tá bom...

4 comentários:

  1. entra no blog, posta a continuação da série.... e me deixa falando sozinha no face!!!!!!!!
    filha da mãããee!

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  2. :O
    Que amizade, hen. Ainda vai dar romance?
    Rsrsrs
    Não consegui ler o q voce me enviou. Qualquer coisa pod me mandar pelo bloco de notas msm.

    planetavx.blogspot.com

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    1. te enviei hj pelo bloco de notas (:
      aaaaaah, eu quero fazer um romance entre eles sim rssss
      posso? ;3

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