Primeira Temporada - episódio 1
__ Maldito Síndrome de Turner! __ gritava Cássio no seu quarto enquanto arrumava sua mochila e suas malas vorazmente.
__ Meu amor...
Sua mãe aparece em seu quarto, caída e sem forças direito.
__ Você sabe que eu não queria ter essa doença... já foi um milagre ter você, basta o quanto eu sofri achando que você não ia sobreviver... por favor, pare de reclamar, meu amor. Lá deve ser legal também.
__ Mãe, eu não me importo com o quanto você me quis, eu só... eu só não queria deixar aqui! Tem tantas outras cidades próximas que poderiam ter esse centro de tratamento, mas não! É tão longe, tão longe e tão esquecida que nem de avião nós vamos poder ir!
Sua mãe sai do quarto e bate a porta com força. Ela não tinha mais papas na língua para continuar gritando com o filho.
__ Deixar tudo... Eu já não tenho quase nada... amigos, avôs, avós, tios, tias... Por quê, senhor? Por quê está fazendo isso comigo?
Cássio ajoelhou-se no chão em relutância.
__ Poderia ser Milão, Nápoles, Génova, Florença... até Veneza ou Verona, mas não... tinha que ser uma cidade que nem deve ter 10.000 habitantes, que droga!
A doença de sua mãe era tudo o que Cássio não queria que ela tivesse. Além dela não ser bonita, por ter o pescoço muito cheio de pele, fazendo-a parecer sem queixo, ela ainda não tinha peitos e era baixa... Com toda certeza que ele a amava, mas... gostaria que ela fosse... de certa forma... normal.
__ Eu não quero sair de Roma!! __ exclamou ele em alto e bom som para sua mãe ouvir.
Ele sabia que era pecado desrespeitar aos pais, mas naquele momento de tanta raiva, ele não aguentou.
Quando acabou de arrumar a mala, Cássio deitou-se na cama, esperando um milagre.
Ele rezou quantos pai nossos ele pode e quantas ave marias conseguiu até sua mãe bater de novo na sua porta.
__ Filho, querido. Os rapazes da mudança chegaram. Já colocou as coisas na caixa?
Ele havia esquecido de fazer isso.
Saiu correndo pelo quarto pegando tudo e tacando nas caixas vazias que sua mãe havia deixado ali desde ontem de noite. Aproveitou para passar na porta e trancá-la para proibir a entrada de sua mãe.
__ Mãe, deixa as minhas coisas por último... estou, é... trocando de roupa __ mentiu.
Enquanto Cássio fazia tudo às pressas, se pegou pensando... "Ué, por que eu estou arrumando tudo se antes eu não queria viajar? Antes não, eu ainda não quero."
Mas quando viu tudo já estava nas caixas.
Os móveis continuariam ali, aliás, eles eram do apartamento, foram alugados junto com ele.
__ Anda, filho...
Cássio abriu a porta numa euforia só. Correu muito ao arrumar as coisas dentro das caixas.
__ Muito bem, filho. __ disse a senhora Brumma ao olhar para dentro do quarto e só ver as caixas lotadas no chão e os móveis limpos, sem nada.
E eles seguiram até a rua, após descer cinco andares com a mochila pesada no colo, Cássio ficou cansado.
A senhora Brumma pegou a chave do bolso e deu para o senhor Filgari, que levaria eles até a cidade nova, pois a senhora Brumma não tinha forças para dirigir tantas horas.
O senhor Filgari era um dos vizinhos deles, que morava no sétimo andar.
__ Então, vocês estão prontos?
__ Sim senhor Filgari, e... muito obrigada mesmo.
__ É, valeu senhor Filgari __ diz Cássio mesmo não muito agradecido por ser forçado a viajar.
Eles seguiram viajem conversando e ouvindo rádio por horas e horas.
__ É... qual o nome da sua doença mesmo, senhora Brumma?
__ Síndrome de Turner.
Maldito Síndrome de Turner, pensou Cássio.
__ Mas que doença mais esquisita essa, hein, Alícia.
__ Sim, Luciano, eu sei o quanto eu sofri preconceito por causa dela. Não conseguiam acreditar que eu pudesse ter o Cassinho...
Luciano ri e olha para Cássio através do retrovisor. Ele estava de braços cruzados, agachado e com a cara grudada na janela.
Cássio odiava ser chamado de Cassinho.
Luciano Filgari deveria ter uns trinta e seis anos e sempre estava dando em cima da mãe de Cássio. Ele odiava isso e se sentia mal no meio dos dois.
Finalmente, após horas e horas na estrada, eles chegam na cidade umas duas e pouco da madrugada. Assim que Cássio sai do carro, passa uns motoqueiros estranhos perto da possa de lama e respingam tudo na roupa dele.
__ Malditos! __ diz Cássio sem conseguir se controlar, logo depois lembrando de se perdoar __ Desculpa senhor, eu não fiz por mal, mas acredito que aqueles desalmados fizeram isso por mal!
Entrando na igreja, a qual eles ficariam "hospedados" de graça enquanto Alícia tratava sua doença, vem um padre recebê-los.
__ Olá, meu nome é Fernando e eu sou um dos padres dessa igreja. Sejam bem-vindos e espero que a instalação de vocês seja rápida, pois eu tenho que dormir cedo, amanhã eu faço a missa das seis.
__ Oh, sim, claro, mil perdões __ diz a senhora Brumma.
O senhor Filgari e Cássio começam a tirar as caixas do caminhão de mudanças que os seguiram a viagem toda. Os homens do caminhão também retiraram algumas caixas. Como não tinham móveis nenhum com eles, esse processo demorou pouco.
Cássio e Luciano segurando as caixas levaram tudo para dentro da igreja, para o quartinho pequeno que dividiriam.
__ Nossa... que...
Cássio nem deixou Luciano terminar.
__ Pequeno, não?
Luciano riu e assentiu com a cabeça, logo depois mudando de cara e encarando seriamente Cássio, segurando em seu ombro.
__ Olha... tome conta da sua mãe, ok? Ela deixou a família, os amigos, o marido só por você. Por que ninguém acreditava que você pudesse nascer, e pior, acreditavam que você pudesse matar a sua mãe.
Cássio se sentiu comovido. Era realmente verdade que sua mãe largou tudo por ele e que a sua doença só piorou por causa dele. Ele deixou uma lágrima cair mais logo limpou, sem deixar Fernando perceber.
__ Eu vou tomar conta dela. Pode ter certeza, Luciano.
Cássio não conseguia tratá-lo como um tio ou apenas chamá-lo de "senhor". Ele era muito novo para receber esse tipo de tratamento.
Alícia entrou no quarto e vendo Luciano e Cássio conversando, resolveu ouvir, mas ela chegou tarde, a conversa dos dois já havia terminado.
__ Tchau, Alícia __ disse Luciano a abraçando.
__ Adeus... Luciano__ Alícia retribui o abraço e, os dois, comovidos com a separação, choram.
Cássio entra num colapso nervoso, ele odiava Luciano dando em cima da sua mãe, mas desta vez ele deixou, afinal, ele não poderia protegê-la para sempre.
Luciano Filgari foi embora e Alícia começou a abrir as caixas e tirar uns lençóis de dentro.
__ Vamos, Cássio, me ajude a tirar esses lençóis daqui.
Cássio se abaixou ao lado da mãe e começou a tirar uns lençóis.
__ Está bom, agora escolha uma cama e comece a forrá-la com os seus lençóis.
__ Ok... __ murmurou Cássio.
Eles arrumaram as camas, deitaram e dormiram com as roupas que viajaram. Até mesmo Cássio, que estava com as roupas repletas de respingos de lama.
Cássio demorou a dormir e então resolveu ir até a igreja, ver como ela era.
Chegando lá, ele se deparou com uma igreja bem grande, em relação ao que ele via do lado de fora... parecia tão pequena... tão diferente dá de Roma...
Os tons diferentes de lilás e azul bebê ficaram lindo na estrutura da igreja. Ele poderia acabar gostando de morar lá...
Sinopse
A história se passa numa cidadezinha da Itália, chamada Senilla. Uma cidade presa entre montanhas e o mar, com nenhuma ligação com outra cidade, a não ser andando três horas inteiras de carro ou navio. Lá, encontra-se o melhor hospital da Itália para o tratamento de doenças raras, chamada Síndrome de Turner e Síndrome de Noonan. E é com a viagem de Cássio e sua mãe para lá, em busca de um tratamento, que se inicia a história emocionante de O sacerdote.
domingo, 2 de dezembro de 2012
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Gostei muito do primeiro capítulo! Estou ansiosa pelos próximos capítulos!
ResponderExcluirUm Abraço, Nyquest!
aah, obg querida *-*
Excluirvou postar ainda no próximo domingo, vão ser posts semanais,
bjs
Voce precisa melhorar um pouco mais em si a história é boa.
ResponderExcluirobg pelo comentário, me ajudará a melhorar a história.
Excluirvc poderia dizer o que está errado, faltando ou sem nexo?
obg
nossa nossa nossa sua prima escreve bem .. ou será q vc editou tudo tudo mesmo ? kkk
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