Não havia nada mais sem graça que primeiro dia de aula. Os antigos amigos rindo e conversando sobre seus finais de semana perfeitos, os tímidos no canto na frente da sala já começando a se prepararem para começar a estudar e Cássio, o garoto não tímido, mas que ficava sozinho no fim da sala remoendo seus pensamentos em voltar logo para casa para cuidar de sua mãe doente e rezando nos horários vagos.
Cássio pensava ser o único solitário. Até a aula começar.
__ Bom dia, alunos queridos. Como foram os finais de semana de vocês? Aproveitaram bastante?
Naquele momento, enquanto a professora que parecia ser a mais querida dos alunos pronunciava palavras gentis entrava pela porta da sala, já encostada pela professora, Beatrice.
Com um olhar árduo, Beatrice procurou um lugar para se sentar, e para infortúnio de Cássio, ela se sentou ao seu lado, no fundo da sala.
Eles passaram boas aulas se entreolhando assustados. Beatrice parecia odiar todos os professores que entravam. Ela os odiava mesmo. E eles a odiavam também.
Cássio ficou olhando distraído num intervalo para Beatrice, resolvendo assim chamá-la de vampira.
As cores que se contrastavam de seus cabelos negros e de seu batom vermelho carmesim na boca. Uma bela vampira de filmes antigos. Bela? Ok, vamos deixar o bela de lado. Mas ela era bela, porém estranha também.
Ele sabia que Beatrice, a garota vampira, de acordo com ele, também não conversava com ninguém, mas ele não a considerava uma pessoa que merecesse amizades.
No recreio, Cássio tentou puxar papo com Gabriel, um sacerdote da igreja em que ele estava "alojado", mas Gabriel já tinha seus amigos e nem deu muito interesse a Cássio.
Cássio foi lanchar sozinho, no canto próximo do jardim das freiras da escola.
Foi só ver Beatrice passar na sua frente que ele estremeceu.
Como? Como meu Deus? Como deixaram uma vampirinha do inferno como essa estudar nessa escola tão católica e conhecida como esta?
Frustrado, Cássio continuou a comer seu sanduíche de pão de forma com patê de frango sozinho, isolado, no fundo da escola.
Logo que bateu o sinal, Cássio correu para a sala.
Não havia motivo para a correria, mas era melhor ele chegar logo antes que cruzasse sozinho com Beatrice no meio do corredor e se espremessem juntos para entrar na sala.
Isso seria pavoroso. Beatrice para Cássio era mais do que uma vampirinha do inferno ou um monstro.
Ela era uma tentação.
Não uma tentação sexual ou de blá, blá, blá, afinal, ele só a conhecia a duas horas ou três! Era mais uma tentação do inferno sobre ele. E ele não tinha muitas boas experiências com essas tentações...
Ele era vulnerável.
Ainda é.
Acreditava em qualquer um, em qualquer palavra doce, mesmo que falsa. Ele era um bebê adulto e ingênuo.
Num sábado qualquer, na frente da igreja na qual era sacerdote na Roma, Cássio estava perambulando, sem rumo, após ser enganado.
Uma garota, a primeira garota. A primeira! O enganou, o levou para o mal caminho e agora ele estava à beira do abismo, sem saber como pôde confiar nela.
Por isso ele fugia de qualquer garota que parecesse "errada". E Beatrice com toda certeza era a errada. A mais errada de todas. Principalmente para Cássio.
Eles se entreolharam mais um pouco durante as últimas aulas até o sinal tocar.
Cássio não sabia se corria para ser o primeiro a sair da sala e não cruzar com Beatrice ou se ele esperaria até ela sair.
Para ele, cruzar com ela seria como se ele tivesse um minuto no inferno de graça.
Todos já haviam saído da sala até só ficarem eles dois lá dentro.
Beatrice paralisou ao perceber o aluno novo parado a olhando aterrorizado já com a mochila nas costas. Pensou bem até perceber uma pulseira com uma cruz no braço de Cássio.
Ah, não, mas um religioso nessa escola religiosa. Amante de Deus, do céu, que acredita em todas essas baboseiras, pensou Beatrice.
__ Vai ficar mesmo me olhando assim, novato? __ ela parou de braços cruzados na frente de Cássio. Sua mochila pendurada em um só de seus braços flácidos.
Ele não fez nada além de arregalar os olhos e pensar: Era melhor eu ter saído antes. Burro, burro, burro. Você mesmo se pôs a ter esse encontro horripilante com ela.
__ Bu! __ gritou Beatrice fazendo Cássio, distraído em seus pensamentos arregalar ainda mais os olhos e dar um passo atrás e tropeçar na cadeira.
__ Bem feito, quem mandou ficar me espionando no final da aula.
Beatrice deu de ombros e saiu da sala.
Cássio respirou fundo e logo após Beatrice passar pela porta ele também passou, atrás dela.
__ Vai me seguir?
__ Não, eu só sai da sala atrás de você, algum problema?
Agora quem ficou surpresa foi Beatrice. Ela cruzou os braços novamente e fez cara de desinteressada, mas na verdade ela gostou da atitude de Cássio.
Quando ela viu Samuel na moto do outro lado do portão ela saiu correndo da vergonha que tinha passado e subiu correndo na garoupa da moto dele e mandou-o acelerar.
Chegando no quartinho dele e de sua mãe, Cássio a vê acordada, de cara bruta olhando fixamente nos olhos dele.
Na noite passada Cássio não fora buscar a sua mãe. Ele foi ao quarto do padre Fernando e lhe deu o dinheiro dizendo: Vá buscar minha mãe, eu simplesmente não consigo.
Então quando o padre Fernando chegou com sua mãe ele estava dormindo.
Ainda deitada na cama, a senhora Brumma começa a brigar com ele.
__ Eu confiei em você, Cássio!
Ele largou a mochila ao pé de sua cama e se sentou lá, virado para a sua mãe que com todas as forças tentava se levantar.
__ Desculpa mãe, mas depois de tudo aquilo que você me disse eu realmente não me senti bem...
Quando ela finalmente sentou, seus olhos se arregalaram e ela se pôs a chorar.
Um destruiu o outro. Cada um do seu jeito.
__ Bom dia, alunos queridos. Como foram os finais de semana de vocês? Aproveitaram bastante?
Naquele momento, enquanto a professora que parecia ser a mais querida dos alunos pronunciava palavras gentis entrava pela porta da sala, já encostada pela professora, Beatrice.
Com um olhar árduo, Beatrice procurou um lugar para se sentar, e para infortúnio de Cássio, ela se sentou ao seu lado, no fundo da sala.
Eles passaram boas aulas se entreolhando assustados. Beatrice parecia odiar todos os professores que entravam. Ela os odiava mesmo. E eles a odiavam também.
Cássio ficou olhando distraído num intervalo para Beatrice, resolvendo assim chamá-la de vampira.
As cores que se contrastavam de seus cabelos negros e de seu batom vermelho carmesim na boca. Uma bela vampira de filmes antigos. Bela? Ok, vamos deixar o bela de lado. Mas ela era bela, porém estranha também.
Ele sabia que Beatrice, a garota vampira, de acordo com ele, também não conversava com ninguém, mas ele não a considerava uma pessoa que merecesse amizades.
No recreio, Cássio tentou puxar papo com Gabriel, um sacerdote da igreja em que ele estava "alojado", mas Gabriel já tinha seus amigos e nem deu muito interesse a Cássio.
Cássio foi lanchar sozinho, no canto próximo do jardim das freiras da escola.
Foi só ver Beatrice passar na sua frente que ele estremeceu.
Como? Como meu Deus? Como deixaram uma vampirinha do inferno como essa estudar nessa escola tão católica e conhecida como esta?
Frustrado, Cássio continuou a comer seu sanduíche de pão de forma com patê de frango sozinho, isolado, no fundo da escola.
Logo que bateu o sinal, Cássio correu para a sala.
Não havia motivo para a correria, mas era melhor ele chegar logo antes que cruzasse sozinho com Beatrice no meio do corredor e se espremessem juntos para entrar na sala.
Isso seria pavoroso. Beatrice para Cássio era mais do que uma vampirinha do inferno ou um monstro.
Ela era uma tentação.
Não uma tentação sexual ou de blá, blá, blá, afinal, ele só a conhecia a duas horas ou três! Era mais uma tentação do inferno sobre ele. E ele não tinha muitas boas experiências com essas tentações...
Ele era vulnerável.
Ainda é.
Acreditava em qualquer um, em qualquer palavra doce, mesmo que falsa. Ele era um bebê adulto e ingênuo.
Num sábado qualquer, na frente da igreja na qual era sacerdote na Roma, Cássio estava perambulando, sem rumo, após ser enganado.
Uma garota, a primeira garota. A primeira! O enganou, o levou para o mal caminho e agora ele estava à beira do abismo, sem saber como pôde confiar nela.
Por isso ele fugia de qualquer garota que parecesse "errada". E Beatrice com toda certeza era a errada. A mais errada de todas. Principalmente para Cássio.
Eles se entreolharam mais um pouco durante as últimas aulas até o sinal tocar.
Cássio não sabia se corria para ser o primeiro a sair da sala e não cruzar com Beatrice ou se ele esperaria até ela sair.
Para ele, cruzar com ela seria como se ele tivesse um minuto no inferno de graça.
Todos já haviam saído da sala até só ficarem eles dois lá dentro.
Beatrice paralisou ao perceber o aluno novo parado a olhando aterrorizado já com a mochila nas costas. Pensou bem até perceber uma pulseira com uma cruz no braço de Cássio.
Ah, não, mas um religioso nessa escola religiosa. Amante de Deus, do céu, que acredita em todas essas baboseiras, pensou Beatrice.
__ Vai ficar mesmo me olhando assim, novato? __ ela parou de braços cruzados na frente de Cássio. Sua mochila pendurada em um só de seus braços flácidos.
Ele não fez nada além de arregalar os olhos e pensar: Era melhor eu ter saído antes. Burro, burro, burro. Você mesmo se pôs a ter esse encontro horripilante com ela.
__ Bu! __ gritou Beatrice fazendo Cássio, distraído em seus pensamentos arregalar ainda mais os olhos e dar um passo atrás e tropeçar na cadeira.
__ Bem feito, quem mandou ficar me espionando no final da aula.
Beatrice deu de ombros e saiu da sala.
Cássio respirou fundo e logo após Beatrice passar pela porta ele também passou, atrás dela.
__ Vai me seguir?
__ Não, eu só sai da sala atrás de você, algum problema?
Agora quem ficou surpresa foi Beatrice. Ela cruzou os braços novamente e fez cara de desinteressada, mas na verdade ela gostou da atitude de Cássio.
Quando ela viu Samuel na moto do outro lado do portão ela saiu correndo da vergonha que tinha passado e subiu correndo na garoupa da moto dele e mandou-o acelerar.
Chegando no quartinho dele e de sua mãe, Cássio a vê acordada, de cara bruta olhando fixamente nos olhos dele.
Na noite passada Cássio não fora buscar a sua mãe. Ele foi ao quarto do padre Fernando e lhe deu o dinheiro dizendo: Vá buscar minha mãe, eu simplesmente não consigo.
Então quando o padre Fernando chegou com sua mãe ele estava dormindo.
Ainda deitada na cama, a senhora Brumma começa a brigar com ele.
__ Eu confiei em você, Cássio!
Ele largou a mochila ao pé de sua cama e se sentou lá, virado para a sua mãe que com todas as forças tentava se levantar.
__ Desculpa mãe, mas depois de tudo aquilo que você me disse eu realmente não me senti bem...
Quando ela finalmente sentou, seus olhos se arregalaram e ela se pôs a chorar.
Um destruiu o outro. Cada um do seu jeito.
O Cássio realmente é muito vulnerável! Mas acho que com certeza ele vai se tornar uma pessoa forte!
ResponderExcluircom a série nas minhas mãos eu espero q sim, rs
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